Ong's em Ordem dos Fantasmas



Sei que alguns leitores irão questionar o posicionamento do autor em relação às ONGs. Não vou entrar no mérito da questão, visto que sabidamente os questionadores em sua maioria serão integrantes de ONGs. Mas, através desse texto desejo mostrar que o posicionamento de Eucajus é valido e pertinente.

As ONGs brasileiras em sua maioria vivem à custa de recursos públicos, quando não são criadas especialmente para obtê-los. Com as relações promíscuas que estabelecem com os governos, envolvem-se frequentemente em casos de corrupção. É claro que no universo das ONGs existe de tudo, como bem lembra ao autor na narrativa: “Lembre-se que no meio desse processo existem pessoas iluminadas dividindo sua luz”. Assim, desde a Pastoral da Criança, da saudosa Zilda Arns, que acompanha o desenvolvimento de milhares de crianças brasileiras, temos às entidades de fachada cujos responsáveis foram presos na Operação Voucher.

A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que as fraudes do governo, em parcerias com as ONGs geraram prejuízo de R$ 360 milhões aos cofres públicos. Estrelando as fraudes está a senhora Aline Brazão, dirigente de 45 entidades sem fins lucrativos na cidade de Alto Paraíso, no estado de Goiás e Antônio Vieira, que criava e colocava à venda Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). No Google, o anúncio escancarava a bandalheira: “Compre sua Oscip já aprovada e comece a operar imediatamente”. Pela bagatela de R$ 22 mil, qualquer candidato a corrupto adquiria Oscip registrada, devidamente certificada pelo Ministério da Justiça.

No Orçamento da União é impossível saber exatamente o valor destinado às ONGs. Mas é fácil apurar que, em média, 3 bilhões de reais por ano são transferidos pelo Governo Federal para cerca de 3.500 “entidades privadas sem fins lucrativos”. Em Ordem dos Fantasmas, o autor compara esse valor ao PIB gerado por alguns estados, minha comparação é ao total dos gastos integrais dos Ministérios da Cultura e do Meio Ambiente.


Algumas ONGs são selecionadas com base em critérios duvidosos, os serviços que supostamente prestam não são auditados e as prestações de contas não são conferidas. Para os corruptos vale o risco, o crime compensa. Portanto, é pertinente o questionamento, visto que o objetivo da narrativa é nos estimular a ver além da “caverna” craniana!

Antônio Boeira da Silva


Link interessante sobre ONG's no Brasil - AQUI