Apostolo Mateus



Mateus pertencia a uma família de coletores de impostos, ou Publicanos, e era, ele próprio, um coletor alfandegário em Cafarnaum.

André apontou-o como o representante financeiro dos apóstolos. De certo modo Mateus era o agente fiscal e porta-voz de publicidade da organização apostólica. Era um bom julgador da natureza humana e um eficaz homem de propaganda. Jesus nunca deu a Levi um apelido, mas os seus companheiros apóstolos comumente referiam-se a ele como o “angariador de dinheiro”. 

Levou algum tempo para que os apóstolos, especialmente Simão Zelote e Judas Iscariotes, se reconciliassem de um modo despreocupado com a presença do Publicano no meio deles. A fraqueza de Mateus era o seu ponto de vista estreito e materialista da vida. Em todos esses pontos, contudo, ele fez muitos progressos, com o passar dos meses. Está claro que ele havia de estar ausente em muitas das mais preciosas sessões de instrução, pois o seu dever era manter o tesouro suprido. 

O que Mateus mais apreciava era a disposição que o Mestre tinha de perdoar. Ele nunca cessaria de repetir que o necessário era apenas a fé, na questão de encontrar Deus. E sempre gostava de falar do Reino como “esse negócio de encontrar Deus”. 

Mateus recebia as oferendas voluntariamente feitas pelos discípulos crentes e ouvintes imediatos dos ensinamentos do Mestre, mas ele nunca solicitou fundos abertamente às multidões. Ele fazia todo o seu trabalho financeiro de um modo silencioso e pessoal e levantava a maior parte do dinheiro entre os da classe mais provida de crentes interessados. 

Fonte : O Livro de Urântia